Como o vento e tempo vem
e refresca nossa alma
Mas pode também
arrastar nossos pertences
E
lançá-los a quilômetros de
distância
Mas o vento seria
fácil falar quem é o culpado
A natureza é
claro, mas já o tempo
Não adianta,
quanto mais reclamamos
Mas somos culpados por
perder nosso precioso tempo
Hoje ao digitar esse
poema resolvi perder tempo
Talvez em substituir a
leitura diária de um texto da faculdade
Por entrar em contato
com o vizinho invisível
O ouvinte mais
assíduo e menos barulhento que tenho
Expressando meus
pensamentos de mim para mim
E os despejando aqui,
nesse domínio indeterminado
Que pode ter tantas
respostas como perguntas
Mas voltando ao tempo,
ele é o motivo da maioria de nossas
reclamações
Talvez seja porque nunca
nos demos bem com certas pressões
Mas tenho a
impressão que ele sempre está correndo
E tira folga apenas nos
domingos intermináveis
Eh, nem sei porque estou
aqui falando do tempo
Talvez por querer
não dormir para vê-lo passar
Ou por não
consegui-lo alcançar e dominá-lo
De tanto que temos que
fazer acabamos por fazer nada
E pior do que gastar o
tempo com coisa errada
E vê-lo passar sem
nada fazer de útil
Nem que seja escrever
pensamentos estranhos numa noite de sábado